Roberto Pessôa
Em 1995, quando começou nas artes plásticas, Roberto já sabia que o abstracionismo seria o caminho que deveria seguir. Autodidata, tendo uma forte atração por coisas novas, seu imaginário o fez buscar na abstração uma linguagem que expressasse de forma original suas ideias; assim, desenvolve trabalhos que revelam uma nítida trajetória que evolui em cada série que apresenta. Na pintura, a informatização e a fragmentação da geometria, a exploração da horizontalidade, entre outros, foram trabalhos desenvolvidos pelo artista que o levaram à intensificação da sua cromática e a fazer disso o método investigatório da sua própria arte.
Na fase atual, a necessidade de introduzir suas cores nos planos tridimensionais levou-o a desenvolver as esculturas e os objetos tubulares. Tendo como base o construtivismo, Roberto fez alguns estudos para agregar esses valores à sua arte.
Ainda que tendo o abstracionismo como fundamento para seus trabalhos, algumas de suas esculturas fazem referência figurativa, mas trazem em suas vertentes movimentos abstraídos.
A arte digital também instiga o artista. Esse é um desafio que aceitou para desenvolver sua visão mais conceitual, e, assim, inicia experiências no campo da fotografia e dos vídeos.
Uma de suas obras nesse seguimento é Imagem Induzida, que foi apresentada pela primeira vez como instalação. A obra teve uma intensa interação com o público, que discutiu a ideia do grande pêndulo de metal geometrizado preso ao teto com uma iluminação que trouxe à obra planos e tridimensionalidade. Da instalação foi criado um vídeo. Neste, um ritmo em movimentos circulares deu uma nova dinâmica aos elementos que, até então estáticos, passaram a oferecer ao espectador uma nova poética para a contemporaneidade e reflexão sobre a obra.
Atualmente traz em seu currículo exposições coletivas e individuais em vários salões, galerias, museus e no espaço universitário
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